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Música

Chord Cubes são blocos de madeira para ensinar os acordes de violão para os pequenos. São 9 cubos com 54 diagramas de acordes diferentes. Ideal para 2+ anos. O kit custa $35.

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Consumo, Educação

EZLeaps é um pequeno acessório de plástico que ajuda e ensina crianças a amarrarem seus cadarços. O apetrecho foi desenvolvido pela professora Eileen Sloan, que cansou de amarrar os tênis de seus alunos. Sloan se preocupou em criar algo simples e que tornasse o processo divertido. O acessório é um cartão de plástico com furos que ajuda a manter os laços seguros enquanto as crianças fazem os nós. O cartão custa $5,49. Veja aqui como ele funciona.

 

Na Era da Gamification – em que vivemos cada vez, on e offline, sob os símbolos, status e a sociabilidade originária do mundo dos games –, surgem mais e mais plataformas virtuais onde o profile do usuário é formado pela meritocracia e os prêmios são materializados por “moedas” próprias da rede social. O Foursquare pode ser considerado um dos pioneiros e, mais recentemente, temos o exemplo do Facebook Branch Out, misturando Linkedin com Badges.

Toda essa história tem tudo a ver com a educação infantil, naquele raciocínio de “Se você fizer isso, ganha aquilo”. Mesmo que, às vezes, pareça pura chantagem.

Commendable Kids permite que pais, guardiões ou professores ofereçam badges às “suas” crianças pelo seu merecimento. O sistema é super simples. Basta adicionar a criança, ou quantas quiser, estipular tarefas, desenvolvimento de habilidades ou qualquer outro tipo de ensinamento e depois incentivar suas atitudes através de bonificações virtuais, próprias com a linguagem do site. O estímulo ao bom comportamento vai além, com a plataforma permitindo convidar membros da família e amigos a serem fãs da criança e possibilitando comentários de suporte para a criança.

Quem tem filho ainda pequeno sabe que um dos grandes desafios é manter a criaturinha entretida com a mesma coisa por mais de cinco minutos.

Por isso, quando meu marido baixou do iTunes o aplicativo “Sound Touch” confesso que achei que seria mais uma distração nada duradoura. Que nada, nosso filho de 11 meses amou e quando queremos um descanso pra pegar fôlego até a próxima brincadeira, é só dar o iPhone pra ele e ligar o tal app.

Trata-se de 144 sons e imagens de animais, veículos, instrumentos musicais e até vida doméstica. Têm desde pato, cachorro e elefante, até solos de violão e piano, roncos de caminhões e ônibus e, pasme, um liquidificador ligado. Eles se divertem e ainda aprendem.

Quem navegou no UoD e no blog da HSM viu o meu post sobre a entrevista que o Henry Jinking deu ao programa Milênio da GNT. Entre tantas outras coisas interessantes, ele falou sobre educação, crianças e o mundo colaborativo. Em especial sobre a necessidade das escolas e dos educadores incentivarem a produção coletiva ao invés do aprendizado autônomo.

Após uma rápida comparação entre o homem renascentista do século XV e o homem convergente do século XI, Jinking foi categórico ao dizer que nos dias de hoje, com a explosão da informação, é impossível saber de tudo.

Antigamente, a premissa era que um único indivíduo podia dominar todos os campos do conhecimento. Michelangelo, Da Vinci ou Thomas Jefferson, os grandes intelectuais da História, conseguiram dominar todo o saber de uma sociedade.

Entretanto, diz ele, estamos vivendo em tempos de inteligência coletiva, num mundo onde ninguém sabe tudo. Todos sabem algumas coisas. E um membro da comunidade tem ao seu dispor o mesmo saber que a comunidade como um todo, imediatamente, a todo instante.

Portanto, as escolas deveriam considerar o “criar coletivamente” e o “compartilhar conhecimento” como as novas habilidades necessárias para se viver em uma sociedade em rede. E ao invés de incentivar o aprendizado autônomo, deveriam ensinar as crianças a participarem da produção coletiva e a compartilharem conhecimentos (a “cola” não é tão ruim assim), mostrar que a experiência alheia ajuda no aprendizado, e fazer com que elas percebam o poder que tem por serem autoridades em algum assunto (putz, adoro isso, principalmente no ponto de vista da auto estima).

O fato é que as escolas estão longe dessa nova realidade, salvo alguns poucos casos. Seus currículos são a maior prova dessa falta de visão. Contudo, esse ambiente não pode persistir por muito tempo, e sem dúvida o novo modelo educacional precisa levar em conta o ser coletivo e colaborativo.

Sendo assim, não esqueça de levantar essa lebre nas reuniões de pais da escola dos seus filhos,  e sempre que possível não deixe de considerar essas questões na hora de escolher uma escola para eles.

Vestibular e decoreba “standalone”, nunca mais! 🙂

E sinceramente, quem nos dias de hoje precisa disso?

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