Num mundo de gadgets e brinquedos que piscam parece que uma coisa ainda não mudou.

Mais cedo ou mais tarde seu filho pode, como muitas e muitas crianças, fazer um pedido nada tecnológico. “Manhê, paiê… quero um cachorro!!”.

E pra você que gosta de bichos e vê nesse pedido a possibilidade não só de fazer o seu filho feliz, mas a todos da família trazendo pra casa uma fonte infinita de alegrias, eu dou uma dica: Vira-Lata é cool!

É isso mesmo. Já pensou em, ao invés de comprar um cão com pedigree e medalhinha, adotar um legítimo Vira-Lata? Os Vira-Latas são muito espertos, carinhosos e só o que querem da vida é um lar com amor. E para conseguir o Vira-Lata ideal pra você e seu filho, não precisa ir longe.

Navegando no Facebook, descobri uma Ong chamada “Clube dos Vira-Latas”. Lá eles cuidam de mais de 450 cachorros. São cães de todas as idades, tamanhos e tipos. Muitos deles têm histórias bem tristes, mas no clube são super bem tratados e cuidados até alguém querer levá-los pra casa.

Por isso, se estiver querendo um cãozinho, pense que adotar um Vira-Lata não é só uma boa ação, é um lindo exemplo para os nossos próprios filhotes.

(Essa da foto é a Doca e está para adoção no Clube dos Vira-Latas)

Recebi hoje um emocionante e-mail de uma leitora, a Claudia Bertoni, sugerindo uma pauta aqui para o nosso Coruja: a adoção. Ela diz que não se acha a altura de ser uma Updater, então resolvi reproduzir a mensagem dela para que vocês me ajudem a convencê-la do contrário (usem o “comente”).

Visito habitualmente o Updateordie.com e fiquei emocionada com o novo canal Coruja. Não me sinto à altura de me tornar uma updater colaborativa, de qualquer forma, se valer uma sugestão de conteúdo a ser abordado é sobre o tema adoção. Falo por experiência própria. Por 10 anos, fui voluntária de recreação das crianças internas da Febem, da rua Angatuba, no Pacaembu. Poucas pessoas sabem, mas houve um período em que a Febem cuidava das crianças de 0 a 6 anos que por algum motivo haviam sido retiradas de suas famílias. Estas crianças permaneciam ali até ter os seus destinos definidos, ou o retorno à sua família biológica ou a adoção para uma nova família. E o nosso trabalho (dos voluntários) era justamente criar atividades recreativas para que a magia da infância não se perdesse mesmo nesta situação quase limite. Resultado: 10 anos depois, conheci o Billy (que identifiquei na hora como sendo o mais mais legítimo filho – hehe) e daí… Vc pode imaginar? O que de maneira nenhuma estava previsto na história da minha família colocou tudo de cabeça para baixo. Ele chegou com 2 anos e pouco. O que dizer? Falar a verdade? E quanto ele descobrisse que os amigos tinham nascido da barriga de suas mães e ele do meu coração? Dia após dia foram nascendo desafios que fomos encarando à medida em que se apresentavam. Mas existem tantas coisas carentes de discussão quando adotamos um bebê… De qualquer maneira, posso dizer que o resultado é muito positivo, pois estamos a caminho da 2ª adoção. E olha que biologicamente posso engravidar. É que somos muito corujas da adoção. Enfim. É isso. Só uma sugestão de pauta.

Para terminar, um dos diálogos mais bonitinhos que tive com o meu filho assim que ele chegou em casa. É que enquanto eu era sua voluntária na instituição, ele me chamava de tia. Quando chegou em casa, eu disse: “Billy, agora eu sou sua mãe.” E ele: “Tá bom, suamãe.”

Claudia,  acho que ninguém melhor do que você para manter esse assunto em pauta por muitos mais posts.

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